Evidentemente, Design está envolvido no processo de criação, expressão e sustentação de uma marca, mas essencial é o que vem antes: o conceito. O que a sua empresa representa ou o que ela deveria representar para o consumidor.
Foi-se o tempo em que a relação consumidor/marca era essenciamente de compra e venda. Hoje, com a multiplicidade de ofertas, a facilidade de acesso à informação e como consequência o poder da relação na mão do consumidor, a necessidade de diferenciação criou uma relação baseada na questão de promessa e expectativas.
Num passado não tão distante assim, um belo anúncio de um suculento sanduíche com dois hamburgueres, alface, queijo, molho especial, cebola e picles num pão com gergelim era mais do que suficiente para colocar o McDonalds no topo do mundo. Hoje, embora se mantenha como uma das gigantes do mundo, a marca se vê diante de um cenário em que já teve seu prestígio colocado em cheque pelos hábitos da geração saúde e em que mesmo o conceito de fast food está sendo questionado.
A necessidade de revisão da promessa de marca fez com que algumas iniciativas já possam ser vistas, como o completo redesign das lojas do McDonalds no mundo. Abandonando os nutricionalmente condenáveis tons pasteis (amarelo e vermelho) e adotando o recomendável espectro múltiplo de cores (dizem os nutricionistas que um prato ideal contém 7 cores em alimentos) em suas lojas. Além disso, vem adicionando refeições mais "verdes" ao seu cardápio, como o McSalad e sucos de fruta.
A timidez do processo evidencia uma certa cautela nas mudanças, e como consequência, eficácia na reversão de um quadro de posicionamento é muito pequena. É a aposta em um REDESIGN, sem abrir mão das inconsistências da essência em relação às tendências e as expectativas do cliente atual. As lojas ficaram sim mais agradáveis, arejadas e bonitas, mas as contestações à marca permanecem vivas.
Ao mesmo tempo, uma completa reversão da proposta de marca em favor de uma alimentação mais verde poderia comprometer a relação já existente dos consumidores atuais e, feita descoordenadamente, grandes são os riscos de romper não só com o aspecto negativo da alimentação inadequada, como com toda a identidade já criada em seu aspecto positivo (sabor, serviço rápido, festividade e etc). É uma situação delicada
O papel do executivo de marca é retornar à sua promessa original - um serviço rápido, ágil, de qualidade, onde “tudo é concebido para proporcionar uma refeição saborosa, nutritiva e, em todos os sentidos, agradável” - e buscar uma adaptação realmente equilibrada, ajustadas ao cenário atual. Adaptação que compense fraquezas, minimizando abandono das qualidades.
Ao mesmo tempo, uma completa reversão da proposta de marca em favor de uma alimentação mais verde poderia comprometer a relação já existente dos consumidores atuais e, feita descoordenadamente, grandes são os riscos de romper não só com o aspecto negativo da alimentação inadequada, como com toda a identidade já criada em seu aspecto positivo (sabor, serviço rápido, festividade e etc). É uma situação delicada
O papel do executivo de marca é retornar à sua promessa original - um serviço rápido, ágil, de qualidade, onde “tudo é concebido para proporcionar uma refeição saborosa, nutritiva e, em todos os sentidos, agradável” - e buscar uma adaptação realmente equilibrada, ajustadas ao cenário atual. Adaptação que compense fraquezas, minimizando abandono das qualidades.
Ou seja, Design é um importante componente na expressão da marca e na sua interação com o cliente. Ele torna tangível valores e promessas, mas pra ser eficiente, precisa estar amparado numa essência conceitual forte e consistente.

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