quarta-feira, 20 de julho de 2011

A falta que faz uma Brand Personality

E chegou o tal do Google+ e com uma missão bem complicada: fazer frente ao domínio do Facebook no segmento das redes sociais. Diversas opiniões (embasadas ou não) apontam o forte potencial da ferramenta e já antecipam a batalha entre marcas, mas o fato é que hoje (19/07/2011), curiosamente ou não, o usuário mais influente (aquele que possui mais seguidores) do Google+ é ninguém menos do que ele: Mark Zuckerberg – o cérebro por trás do Facebook.

Zuckerberg no topo do Google+


Esse é um fenômeno muito relacionado a um trabalho de criação e fortalecimento da Brand Personality da principal rede social do planeta. Não que essa seja uma grande novidade no mercado da construção de marcas, mas ultimamente os contornos têm sido ligeiramente diferentes.

Sempre foi muito comum no meio da publicidade e do branding utilizar a Brand Personality para expressar valores de marca. Quando, por exemplo, a Gillette expõe Kaká vestido de smoking em seus anúncios, ela assume a expressão particular do jogador dos valores Gillette de masculinidade, esportividade, sucesso e sofisticação. Com isso cria-se ainda um atalho de relação marca-imagem-consumidor, uma vez que a imagem projetada do Kaká no imaginário social tende a gerar o aspecto aspiracional. Ou seja, quero ser como ele.

Hoje, grandes corporações têm apostado muito na força da imagem de seus líderes, como forma de personificar sua imagem. É assim com Sir Richard Branson (Virgin), Steve Jobs (Apple), Bill Gates (Microsoft) e mais recentemente com Mark Zukerberg.

Uma das principais estratégias para a consolidação da posição do Facebook enquanto marca digital referência de uma nova era foi a construção da imagem de Zuckerberg, amparada no filme “A Rede Social”. Ali o Facebook passou a ter um mentor, um cérebro, uma cara centralizada e que responde por ele.

Repetidamente estrategistas de marca repetem que elas contam histórias e que são essas histórias que encantam e cativam o cliente, fazendo com que ele se identifique. Não existe anúncio ou campanha publicitária que conte melhor, mais completa ou diretamente uma história do que um filme. Além de mostrar o processo de construção da marca e a ideologia por detrás dela, construiu no imaginário a projeção planejada e controlada da imagem de seu idealizador e líder.

Zuckerberg passou a representar essa geração Z, que busca a informação, é inteligente, frenética e que faz acontecer pela força de sua competência. Sua personalidade cercou-se de um conteúdo aspiracional importante, como um motivador do ideal americano do “Yes, we can”, mais ainda do que o fenômeno Obama. Ele é o espelho de uma geração.

Do outro lado, por mais que Larry Page seja conhecido no meio da tecnologia, o Google ainda se ressente de sua força como uma personalidade de marca. A abrangência de sua imagem ainda é muito restrita, o que, de certa forma deixa órfã uma das principais marcas do planeta e que permite ao principal concorrente do Google+ atingir o topo de sua network.

Ponto pro Zucky Boy!